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17/06/2013

O diário da garota da rádio - Cap. 2


Acordei toda bagunçada na cama. Olhei pro relógio em cima do criado mudo e são 22h49. Como que eu fui dormir no meio da tarde e só acordar agora? Vai ser duro acordar amanhã cedo... Levantei e fui
pro banheiro, arrumei meu cabelo que estava totalmente fora de ordem, coloquei meu pijama e fui pra cozinha, coloquei pipoca no microondas e enchi o copo de refrigerante, sempre faço isso quando to
sofrendo com alguma coisa. Enquanto a pipoca estoura no microondas eu peguei o edredom e joguei em cima do sofá, peguei a pipoca e o refrigerante e fui pra sala, coloquei um filme que é legalzinho, pelo
menos eu gosto "A última música". Enquanto ficava comendo porcaria via o filme e nas partes românticas meus olhos se enchiam de lágrimas. 
- Acordada a essa hora Sophia? Amanhã você tem aula e olha só o quanto tá comendo também. 
- Ai pai, momento duro da vida. 
- Ih filha, que isso? 
- Nada, coisa de mulher. 
- Mulher... to vendo a grande mulher. Espero que vá dormir cedo, boa noite. - Ele subiu pro quarto. 
Depois desse filme coloquei vários outros até adormecer ali no sofá mesmo. Acordei praticamente quando o sol tava nascendo. Tomei um banho e me arrumei pra ir pro colégio, tomei café da manhã junto
com meu pai e ele me levou pro colégio, como todos os dias! 
- Sophia, babado. - Lua veio até mim. 
- O que foi? 
- Olha só, eu não sei ao certo o que é. Mas me parece que o Micael deixou um bilhetinho dentro do seu armário. 
- Meu armário? 
- O seu armário Sophia. 
- Ah meu Deus... 
Entrei correndo e fui pro meu ármario e assim que abri caiu um bilhetinho, abaixei e peguei. Abri e comecei a ler. "Eu não sei ao certo, mas tocou uma música ontem na rádio do seu pai, e parece que a letra
era pra você e pra mais alguém. Olha... eu posso estar enganado, mas por acaso foi pra mim e você é a garota da rádio?" Assim que li isso meu coração acelerou e minhas pernas bambearam. Respondi
pra mim mesma, claro que foi pra você imbecil, não vê que eu te amo? Mas não ia falar isso, NUNCA. Peguei uma caneta e escrevi atrás do mesmo bilhete "Como vou saber se foi pra você? E por que logo eu seria a tal garota da rádio? Não é porque já ficamos que eu tenho que gostar de você" Coloquei dentro do armário dele e fui pra sala de aula. Ele me olhava estranho, com um olhar desconfiado. Me sentei ao lado
de Lua.
- Era? Respondeu? - Ela perguntou. 
- Era e respondi. 
- A verdade? 
- Não sei como eu consegui, mas eu menti. 
- Sophia! 
- Lua, eu não vou me declarar pra ele cara a cara, eu não vou dizer que eu sou a garota da rádio e que muito menos todas as músicas que eu solto são pra ele. 
- Mas você devia. 
- Devia nada! 
- É mais teimosa que uma mula. 
- Baby, também te amo. - Soltei um beijo no ar e ela riu irônica. [...] 
Depois das aulas, meu pai foi me buscar no colégio, entrei em casa e peguei o diário. "Será que um bilhetinho faz seu coração disparar à toa? Olha, se isso acontece eu não sei,  mas eu sei que meu coração quase saiu pela boca quando ele me perguntou se eu era a garota da rádio e se a música "Cartas pra você" de ontem foi pra ele. Eu acho que vou parar com isso de ficar mandando músicas, vou deixar a rádio online, vou deixar o site, vou deixar tudo. Isso talvez me prejudique depois." Guardei o diário na gaveta e fui pro banheiro, tomei um banho e desci pra almoçar com meu pai. Assim que terminei atravessei o jardim e assim entrei no estúdio. 
- Oi Louren. 
- Oi loirinha. 
- Notícia ruim pros ouvintes e pra mim. 
- Como assim? Você não tá pensando em deixar a rádio, ou tá? - Fiquei olhando pra ela com um olhar confuso...

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