Espero que vocês gostem e não pensem coisas a respeito, é apenas uma web novela de capítulo único!
Deitada aqui nessa cama, dentro do meu quarto a dois anos, pensando e me culpando pela morte dele. Eu fui uma burra de ter feito ele dirigir bêbado. Talvez se eu não existisse isso nem teria acontecido.
Como eu fui nascer, por que eu tenho que existir? Eu acabei com a vida de quem eu mais amava nesse mundo, amava não, ainda amo, mesmo ele estando em outro lugar que eu jamais verei. E tudo aconteceu assim...
- Lua, eu não to bem pra dirigir, se você implicar mais eu vou te mandar ir sozinha. - Falou gritando e logo em seguida suspirou pesado.
- Arthur, eu não to me sentindo bem nesse lugar, não to conseguindo respirar o mesmo ar que essas pessoas. Você tá bêbado mas não tá morto.
- Então entra nesse carro agora! - Ele segurou meu braço forte e me jogou no banco passageiro do carro. Assim dando a volta e entrando no carro. Assim dando partida e dirigir correndo.
- Arthur, vai mais devagar?! - Falei nervosa.
- Uai, mas você não tava apressadinha pra chegar em casa? Vai chegar rapidinho. - Ele corria cada vez mais numa pista totalmente escura e sem nada, sem ao menos um carro.
- Arthur... - Falei já com medo.
- CALA BOCA, FICA QUIETA, ME DEIXA DIRIGIR EM PAZ ANTES QUE EU PARE AQUI E TE OBRIGUE A FAZER COISAS QUE VOCÊ NÃO VAI GOSTAR. - Ele gritou.
- ARTHUUUUUUUUUUUUUUR. - Gritei assim que vi um caminhão vindo de frente. Depois disso mais nada! Acordei em uma cama de hospital, com Arthur na cama ao lado, cheio de aparelhos...
- Doutor, a paciente acordou. - Uma moça disse ao médico que examinava Arthur.
- O que eu to fazendo aqui? - Perguntei a tal da moça.
- Não se lembra de nada?
- Não...
- A pancada deve ter causado perca de memória.
Depois de mais uns dias eu fui liberada, com ferimentos leves, mas Arthur ainda naquela cama de hospital, já em outro quarto, somente respirando. Sim, ele estava em coma.
- Meu amor... - Passei a mão sobre seu rosto cheio de ferimentos. - Por minha culpa agora você está aqui, eu não deveria ter feito você dirigir bêbado, você não queria, eu que sou a culpada por tudo isso.
Faz 9 dias que você está aqui e eu já tô sentindo saudade dos seus beijos, do seus abraços, seus carinhos, você dizendo que me ama. Talvez você esteja me ouvindo e se estiver, quero que saiba que não
importa o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã e pro resto da minha vida... Eu vou te amar. - Deixei uma lágrima cair sobre seu rosto.
Depois desse dia, eu ia todos os dias ver Arthur, ele estava cada dia pior, e cada dia mais minha culpa crescia. Eu só queria que ele estivesse aqui do meu lado [...] Estava no meu quarto, trancada, vendo
fotos de nós dois, assim como essas...
Esse álbum é tudo que eu tenho, suas roupas que ficavam espalhadas no meu quarto quando ele dormia na minha casa, quando eu reclama que ele deixava a toalha molhada em cima da cama assim que saia do banho, o jeito que ele pulava na cama só pra me irritar, o jeito que ele sentia ciumes de mim e mesmo das nossas brigas eu sinto muita saudade. Esses pensamentos se passavam pela minha cabeça, assim como está passando agora. O telefone tocou, era o número de alguém conhecido, mas não me recordo de quem era.
- Alô.
- Lua, preciso te dar uma notícia, péssima.
- O que aconteceu com o meu Arthur?
- Lua...
- Não fala isso, é mentira.
- Lua, me escuta.
- Eu não aceito isso. - As lágrimas já desciam, senti minhas pernas fraquejarem, assim como minhas mãos.
- Ele vai estar te olhando de onde quer que ele esteja.
- Nããão... - Soltei o celular, que caiu no chão, trincando totalmente, mas isso poouco me importava... e chegou o ultimo dia de eu ver ele, no seu velório, eu chorava descontroladamente quase debruçada sobre seu corpo dentro de um caixão, me culpava pela morte do meu amado, como eu pude fazer
isso com ele? Isso com a gente? Isso com todos que o amava? Eu sou a pior pessoa do mundo. Juro que quando chegou a hora do enterro, queria me jogar junto e pedir pra me enterrarem viva, mas impediram que eu fizesse isso, sim, eu ia fazer. Já estava ajoelhada diante de sua cova, e tudo que saia de mim era gritos e lágrimas. Sentimentos misturados, pensamentos me deixando cada vez pior. E agora o tempo passou, dois anos se passaram, eu ainda me culpo pela sua morte, eu tenho ódio de mim por isso, já tentei suicídio mas todas as vezes me impediram, eu sofro de depressão, sob cuidado de todos, mas eu não quero ninguém, além dele, que agora está longe e ao mesmo tempo perto. Pra sempre dentro do meu coração. Uma coisa que eu sei que vai durar a eternidade, até a minha morte, será Amor, Saudade e Culpa.
Comentem? Quero saber o que acharam. Pode ser críticas e elogios, desde que fale a verdade sobre o que achou!





muito lindo (chorei)
ResponderExcluirPor favor, eu adorei essa web, posta mais !!
ResponderExcluirÉ capítulo único, amor!
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