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31/05/2013

Amor Por Acaso - Cap. 44

Mel narrando :

Um pouco mais tarde acordei e vi que Chay me olhava e passava a mão em meus cabelos.
- Te acordei? - Perguntou em voz baixa.
- Não. - Sorri.
- Cada detalhe seu quando está dormindo é perfeito. - Sorri e tenho certeza que minhas bochechas ficaram vermelhas. - E não precisa ficar com vergonha, é verdade.
- Preciso ligar pra Ju. - Falei mudando de assunto antes que eu explodisse de vergonha.
- É chato mudar de assunto sabia? - Ele riu.
- Mas é sério, amor.
- Eu já resolvi isso. - Sorriu vitorioso.
- Como? - Perguntei curiosa.
- Eu liguei pra ela e ela disse que vem pra cá essa semana cuidar da Emilly.
- Nossa, não sabia que você também prestava pra isso. - Falei debochada tentando segurar o riso.
- Presta pra isso? Cê sabe com quem você tá falando garota? - Ele TENTOU ficar sério, isso mesmo tentou!
- Com um palhaço que é meu namorado? - Não consegui e comecei a rir.
- Também... Mas você tá falando com a pessoa que te ama mais que tudo, coisa linda. - Ele nem me deixou responder e me beijou. Cada beijo que ele me dá me causa sensações novas e diferentes de tudo que eu já senti quando beijei outro garoto. É totalmente diferente, eu me sinto bem ao lado dele...
Estávamos na cama, ainda deitados conversando e eu me senti mal, senti meu estômago embrulhar e de repente me deu um ânsia. Corri pro banheiro sem falar nada pra Chay e não pudi evitar e coloquei tudo pra fora, bom... eu nem tinha quase nada no estômago, então... Eu tava me sentindo meio mal, sei lá, nunca senti isso antes. Escovei os dentes e voltei pro quarto. Chay estava sentado na cama com cara de preocupado.
- Hey, o que você tem?
- Eu me senti enjoada mais nada. - Sentei na cama e encostei a cabeça em seu ombro.
- Tem certeza que não tá sentindo mais nada?
- Tenho sim.
- Mel... da ultima vez, a gente não se preveniu... - Ele falou meio baixo, com um tom confuso.
- QUE? - Olhei pra ele assustada e ele tava com um sorrisinho torto. - Eu não posso tá...
- Será? - Ele sorriu.
- Não, eu não to grávida, eu não to. - Abaixei a cabeça e coloquei as mãos no rosto.
- Você pode tá, não negue não.
- Mamãe, eu vou ter um irmãozinho? - Emilly entrou no quarto sorrindo. Olhei pra ela com cara de quem nem tinha o que falar.
- Não filha, não sei, talvez sim.
- O que acha da gente comprar um teste amanhã? - Chay sorriu.
- Pode ser. - Sorri fraco.
- Você não tá feliz com a hipótese de ser mãe... mais um vez. - Ele completou.
- Eu não sei se eu quero.
- Não vamos pensar nisso agora, amanhã a gente compra um teste e fica sabendo. Agora eu to com fome.
- Então vamos comer.
- Amor, posso pedir comida japonesa? - Chay falou como se fosse uma criança com lombriga de alguma coisa.
- Pode. Coisa linda. - Dei um beijo no canto de sua boca.
- Mamãe, eu não gosto de comida japonesa.
- O que você quer comer?
- Quero pizza. - Sorriu. E como eu também não curto muito comida japonesa...
- Tudo bem, eu e você comemos pizza e o seu pai, como ele tem que ser diferente de todo mundo, ele come comida japonesa.

Depois de um tempo, nós tínhamos jantado, eu quase não comi nada, estava totalmente enjoada. Chay e Emilly estava jogando vídeo-game e eu deitada no sofá vendo os dois brigando por causa que Chay sempre ganhava e Emilly não aceitava.
- Mamãe, quem vai ficar comigo amanhã? - Emilly perguntou enquanto se virava pra apertar os botões do controle.
- A tia Ju. - Chay respondeu por mim.
- Obaaaaaaa. - Emilly largou o controle e pulou em cima de mim me abraçando. Sorri e abracei ela também.
- Filha, não faz isso, se a mamãe estiver mesmo grávida machuca o bebê. - Chay falou.
- Chay, deixa a menina! - Falei. - Eu não to grávida.
- Como você pode ter tanta certeza?
- Tendo!
Ficamos mais um tempo ali na sala, até Emilly começar a ficar manhosa. Chay tentou fazer ela dormir, coisa que não deu certo, ele não queria que eu ficasse com ela no colo, insistindo que eu to grávida. Fiz ela dormir e depois subi pro quarto onde ele já estava deitado.
- Você é muito teimosa. - Ele falou quando entrei no quarto. Não respondi e abri o guarda-roupa pegando uma camisola, entrei no banheiro e troquei de roupa, fiz um coque frouxo e me deitei na cama. - Como você consegue?
- Consigo o que? - Perguntei de volta.
- Ser tão teimosa, tão complicada, tão marrenta, só que ao mesmo tempo, linda, delicada, perfeita.
- Palhaço. - Sorri e lhe dei um selinho.
- Eu te amo, muito. - Ele passou seu braço por minha cintura me trazendo mais pra ele.
- Eu te amo mais.
Ele sorriu e deu um beijo em minha testa e depois dele ficar falando que eu to grávida e fazendo planos pra gravidez, pra criança e afins, umas duas horas, finalmente dormimos.

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